Com guerra e juro alto, bancos elevam em 33% provisões contra calotes, para R$ 45 bi
Os principais bancos do Brasil aumentaram significativamente suas provisões para perdas relacionadas a devedores, somando R$ 44,8 bilhões no primeiro trimestre, um aumento de 33% em relação ao ano passado. Este movimento reflete tanto o aumento da taxa Selic, que impacta o endividamento de famílias e empresas, quanto o agravamento da situação econômica devido à guerra no Oriente Médio e à volatilidade nos preços do petróleo. A maior parte do provisionamento se concentra no agronegócio, o que pode afetar ainda mais a recuperação de crédito.
O aumento de provisões pode indicar um cenário de deterioração da qualidade do crédito, o que afeta diretamente a rentabilidade dos bancos e pode levar a uma maior aversão ao risco por parte dos investidores. Além disso, a situação de inadimplência crescente pode impactar negativamente o crédito disponível para empresas e famílias, o que pode pressionar ainda mais a economia em um momento já desafiador.
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