Empresas temem 'ano perdido' sem o leilão de baterias
O leilão para contratação de sistemas de armazenamento de energia com baterias no Brasil, prometido para abril pelo Ministério de Minas e Energia, enfrenta atrasos significativos. A falta de diretrizes sobre a licitação gera apreensão nas empresas do setor, que veem a oportunidade se esvaindo e temem as consequências de não realizar o leilão ainda neste ano, especialmente considerando um possível cenário de mudança de governo após as eleições. Além disso, a demora pode afetar o planejamento de investimentos tanto por empresas que desejam participar quanto por fabricantes de equipamentos necessários.
A incerteza em torno do leilão de baterias pode atrasar a implementação de soluções de armazenamento que são fundamentais para o aproveitamento de geração de energia renovável, especialmente solar e eólica. Isso pode resultar em riscos elevados de blecautes e custos mais altos para o sistema elétrico, além de afetar negativamente a confiança dos investidores e a disposição das empresas para alocar recursos no país. Um adiamento também pode levar a uma competição acirrada entre projetos, prejudicando o desenvolvimento tecnológico e a redução de preços no setor.
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