Hidrelétrica se transforma em ‘bateria’ de fonte intermitente
As usinas hidrelétricas, que são a principal fonte de geração de energia do Brasil, estão passando por uma transformação significativa com a crescente inserção de fontes renováveis intermitentes, como a energia solar. Agora, essas usinas são acionadas com mais frequência para compensar as oscilações de geração e atender picos de demanda, resultando em um ciclo de liga e desliga que pode desgastar a infraestrutura existente e impactar a eficiência operacional. Essa mudança levanta questões importantes sobre os modelos de remuneração dessas usinas, uma vez que o aumento da operação pode não ser compatível com os contratos tradicionais de fornecimento de energia.
O aumento na utilização das hidrelétricas para compensar a geração intermitente pode resultar em uma sobrecarga das máquinas e, consequentemente, em maiores custos operacionais. Além disso, a necessidade de rever o modelo de remuneração pode afetar a rentabilidade das empresas do setor elétrico, como Eletrobras (ELET3) e Taesa (TAEE11), influenciando suas avaliações no mercado.
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